segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Whey Protein Isolado: Vale a pena comprar ou não?



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Ultimamente fala-se muito sobre os produtos a base de Whey Protein. Entre essa classe de produtos, um dos que é mais requisitado e mais exaltado é o Whey Protein Isolado (WPI) uma das formas mais filtradas da proteína do soro do leite. Principalmente a mídia de suplementos tem feito um enfoque muito grande nesse tipo de suplemento, falando sobre sua qualidade e sua superioridade comparada ao Whey Protein Concentrado (WPC) ou sobre outras filtragens de whey protein.
A discussão é: Realmente o produto ISOLADO tem tantas vantagens sobre o WPC? A velocidade de absorção é tão maior quanto “falam” ? Em que momento deve ser usado? Quem deve usar? Será que o preço muito superior confere justiça aos seus reais benefícios? Todas essas perguntas teriam que ser feitas antes da compra de um suplemento, balanceando suas vantagens em relação ao preço que, insisto é um dos fatores que mais influencia o comprador na hora de adquirir um produto. trans Whey Protein Isolado: Vale a pena comprar ou não?Se fôssemos depender da conversa dos famosos vendedores de loja de suplemento, você sairia com o Whey mais caro da loja, que não necessariamente seria o melhor. Atualmente se forem comparar os preços desses produtos, irão constatar que eles são bem mais caros do que os já conhecidos WPC, 3W, 2W 4W, 5W (que são blends de várias filtragens de whey protein).

whey protein isolado é bastante utilizado em dietas pelas quais o paciente possui alguma deficiência no trato gastrointestinal ou algum objetivo de redução brusca de peso, como nos casos de pacientes pré-operatórios em cirurgia bariátrica. No EUA, marcas como Isopure, da Nature’s Best vem se destacando muito ao atender esse tipo de indivíduo.
Mas, vamos por partes, constatando os benefícios e as desvantagens de usar whey protein isolado: o produto ISOLADO é uma ótima alternativa para quem tem intolerância à lactose. Por se tratar obviamente, do produto isolado, o consumir não vai ter problemas gastrointestinais referentes a lactose, o que pode acontecer com o produto concentrado aos mais sensíveis ao monossacarídeo.
A velocidade de absorção é realmente maior? Sim. Mas essa velocidade vai afetar SIGNIFICATIVAMENTE os ganhos no uso pós treino, por exemplo? Não. A condições fisiológicas de absorção de uma proteína possibilitam sim uma recuperação mais rápida, principalmente analisando este fator em exames laboratoriais. Mas a realidade é que na prática, essapequena diferença de tempo não fará tanta diferença assim. Mais importante do que fornecer uma proteína de rápida absorção após o treino é fornecer nutrientes antes do treino (que ainda estarão circulantes na corrente sanguínea após o mesmo) e realizar refeições coerentes ao longo do dia.
Claro, se pudermos contar com a ajuda no whey nos momentos pós-treino pela facilidade do produto e pela qualidade e valor biológico da proteína que são altíssimos, ótimo. Mas não é isso que, definitivamente vai definir seus ganhos. Aliás, alguns estudos recentes mostram que até mesmo a caseína (que possui digestão extremamente lenta) é uma ótima proteína para o pós-treino. A grosso modo, o importante que é que o corpo não careça por energia e nem proteína. E fim.
Em tempo, se estivermos ainda falando de velocidade de absorção, não é mesmo o whey isolado que possui maior velocidade. Por basicamente preços parecidos (e no Brasil, diria eu abusivos) é muito mais consciente utilizar whey protein HIDROLISADO.
Se você consome seu whey concentrado no pós-treino e acha que vale a pena pagar bem mais caro em um Whey isolado achando que a qualidade é muito superior você está realmene enganado. Ele pode possuir vantagens em determinados momentos, para certas pessoas e para certas condições. E apenas isso.
Pense e pesquise sempre com calma antes de gastar uma fortuna com um Whey Protein que foi “empurrado” por algum vendedor de loja de suplementos ou por recomendação desse ou daquele amigo. Nesta hora, valorizar o seu dinheiro, pode por exemplo, ser investir em uma proteína um pouco mais barata e através da busca de um profissional de nutrição, efetivar os reais ganhos e objetivos.

Conhecendo um pouco do anabólico Halotestin (fluoximesterona)


halotestin fluoximesterona Conhecendo um pouco do anabólico Halotestin (fluoximesterona)
Antes de iniciarmos, este é um post com intuitos apenas de conhecimento.
NENHUM tipo de medicamento ou esteróide deve ser usado por amadores e, mesmo no caso de profissional, este requer sempre acompanhamento médico. Não caia na besteira de ir em recomendações de leigos!
Mas então… Halotestin é o nome mais popular da fluoximesterona, um dos esteróides usados porpessoas selecionadas e de objetivos específicos em pouco tempo.

Fluoximesterona é um esteróide derivado da testosterona, como quase todos os esteróides existentes hoje, com uma modificação nos três maiores grupos a 17-alfa-metil, 11 beta-hidroxila e 9 fluoro grupo, de onde seu nome químico provém. A primeira modificação, confere a droga que ela possa ser ingerida por vias orais, sem sua destruição. A segunda modificação, confere que a mesma não sofra níveis consideráveis de aromatização (que é a conversão para estrógeno) e, por último, incrivelmente a droga é transformada em diidrotestosterona.
Para termos uma pequena noção da potência desta droga, Halotestin chega a ser praticamente 19x mais anabólico do que a própria testosterona e 8,5x mais androgênico. Isso significa que Halotestin em 10mg por semana é muito mais anabólico do que 200mg de testosterona por semana. Aliás, este é um dos motivos que Halotestin JAMAIS deve ser usado pelopúblico feminino.
A Fluoximesterona também tem o poder de aumentar as células vermelhas do sangue, reduzindo a fadiga, melhorando a oxigenação e consequentemente o desempenho físico.
Uma outra característica que parece óbvia da droga, mas que pode ser considerada de extrema importância é seu uso nos esportes de força máxima, como o levantamento de peso. Ela produz agressividade e uma força extremamente aumentada.
Halotestin normalmente é utilizado em doses abaixo de 40mg diariamente por seis semanas ou menos. E geralmente essas semanas são anteriores a competição (visto que Halotestin também não tem lá grande probabilidade de retenção hídrica, o que não prejudica a definição muscular). Outro fator ainda que contribui para seu uso poucas semanas antes da competição é a mobilização que a Fluoximesterona causa nos ácidos graxos até a mitocôndria, usando-os como energia e reduzindo assim o percentual de gordura.
Atualmente no Brasil, Halotestin é proibido e os encontrados no mercado underground são de baixíssima qualidade.

sábado, 17 de setembro de 2011

Débora Albuquerque do Legendários


Débora Albuquerque
A exemplo do post em que trouxemos a musa Carol Dias do programa Legendários, estamos trazendo agora a loira Débora Albuquerque, também assistente de palco do programa. A loira revela que adora Boxe e que foca muito o treinamento para as pernas. Na parte superior, o objetivo é somente manter o “tônus” segundo ela. Confira fotos, medidas e o treino da musa.


Dados e medidas

Idade:25 anos.
Altura:1,70 m.
Peso:65 Kg.
Busto:99 cm.
Cintura:65 cm.
Quadril:104 cm.
Coxa:60 cm.

O treino

Segunda:Abdome, costas e tríceps
Terça:Abdome, glúteo e ombros
Quarta:Abdome, perna, panturrilhas
Quinta:Abdome, lombar e peitoral
Sexta:Abdome e glúteo
Sábado:Perna

Débora treina abdômen de segunda à sexta, supomos que seja separado em supra, infra e oblíquo. Mas a musa não deu maiores detalhes.

Débora Albuquerque Legendária

Débora assistente de palco do Legendários

Fonte Revista Suplementação.

Antes de iniciar qualquer treinamento ou programa de exercícios, sempre procure orientação profissional.

Treinos prontos, será uma boa?



Quem acompanha o site Musculação Total sabe que todos os meses trazemos exemplos de treinos e dietas. Por mais que insistimos em alertar sobre a importância de consultar um profissional antes de iniciar qualquer rotina, muitos dos leitores teimam em fazer exatamente como foi proposto, sem sequer um ajuste. Será esta uma boa prática?


Lembra de quando você estava lá no primário, e sua professora dizia para você não copiar o trabalho do colega? A justificativa era de que você estava se auto-enganando e que teria sérias deficiências no aprendizado. Você cresceu, amadureceu e sabe que isto não diz respeito somente ao colégio, mas também na vida de um modo geral. Então por que teimar e executar treinos prontos sem nem analisá-los e adaptá-los? Você realmente acha que terá os melhores resultados assim?

Se você possui grandes metas (caso contrário queira desconsiderar este nosso artigo), comece a agir como tal. Você não irá alcançar maiores resultados apenas copiando. Tenha certeza que grandes nomes do fisiculturismo não chegaram ao que são baixando treinos da Internet, foi um trabalho duro de anos de estudos e dedicação.

Conheça seu corpo e suas limitações, compreenda a sua individualidade biológica, e comece usar isto a seu favor. Não é fazendo o treino do Arnold Schwarzenegger que ficará como ele. Ter uma fonte de inspiração é ótimo, mas querer ser ela é impossível. Cada ser humano é único. Se é difícil ter bons resultados quando se tem um ótimo acompanhamento, quem dirá fazendo um treino que não foi elaborado para você. Use nossos artigos e exemplos para abrir sua mente e formar uma opinião, estude muito e sempre faça o possível para ouvir a opinião de um bom profissional. Pegue as rotinas prontas, mas saiba adaptá-las à você. Se você tem dúvidas, consulte um profissional e corra atrás de informação. Aprenda com os erros e acertos e aprimore seus treinos futuros, use seu tempo e experiência da melhor forma possível.

As dificuldades para manter o peso


As dificuldades para manter o peso

Muitas pessoas sofrem durante o processo de emagrecimento, ou após perderem peso, quando o ponteiro da balança volta a subir, indicando aumento de peso.

A manutenção de um corpo saudável, conquistado através do emagrecimento, pode, muitas vezes, se tornar um tormento. Alguns motivos podem ser apontados como responsáveis pela volta do excesso de peso. Um deles é emagrecer através de dietas muito rígidas, em que alguns alimentos ou grupos de alimentos são proibidos.

A proibição geralmente gera ansiedade e compulsão para comer, provocando a recuperação de peso. Quem acredita que para a manutenção de peso é preciso eliminar algum alimento está muito enganado. O que realmente conta é não exagerar na quantidade e na freqüência de consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura. É necessário evitar principalmente os alimentos industrializados, sempre prontos nas prateleiras de supermercados e nas vitrines de padarias e confeitarias, que estimulam o consumo por impulso.

Diversos alimentos ajudam na manutenção de peso, principalmente os que possuem muito volume e poucas calorias. Geralmente são as frutas ricas em fibras e água, como o melão e o morango. Hortaliças, legumes e verduras são ricos em nutrientes e por isso devem ser consumidos na quantidade adequada para uma boa nutrição. O consumo de peixes e proteínas de soja em algumas refeições pode ajudar a manter o peso, controlar a pressão arterial e diminuir o colesterol ruim. A carne vermelha, muito rica em nutrientes, deve ser magra, sem gordura.

É preciso aprender a comer corretamente. A manutenção do peso desejado dependerá da disposição para mudar o cardápio, e não apenas durante o processo de emagrecimento. A educação alimentar deve ser a base para uma dieta saudável, priorizando o consumo de alimentos mais leves e pouco calóricos.

Após alcançar o peso desejado, pode haver certa flexibilidade, mas se a pessoa voltar ao padrão de alimentação anterior ao processo de emagrecimento, haverá novamente aumento de peso. Por isso é necessário disciplina para as exceções não se tornarem regra. O ato de alimentar-se deve ser apenas um dos prazeres da vida e não apenas o único.

A atividade física regular é importante para quem deseja manter a forma. Atua como um componente de motivação, mantém o metabolismo em alta, diminui o acúmulo de gordura corporal e aumenta a massa muscular. Produz também um relaxamento confortante e ajuda a diminuir a ansiedade.

Para manter o peso desejado é também muito importante o fracionamento das refeições, normalmente já adotado durante o processo de emagrecimento. É uma forma de controlar o apetite e de produzir mais disposição e energia, mantendo a disciplina sob controle.

O ideal é comer moderadamente e nas horas certas, sem esperar a fome chegar, pois assim haverá menor risco de comer mais do que o necessário. O organismo leva de 15 a 20 minutos para avisar o cérebro que está saciado. Comer devagar, mastigando bem os alimentos, permite que a sensação de saciedade ocorra antes que o consumo se torne exagerado.

estilo de vida é pessoal, sendo influenciado diferentemente por fatores internos e externos. Para manter o peso, como para muitos outros objetivos na vida, é necessário acreditar no poder de promover mudanças, rever atitudes e o modo de pensar. Não é uma tarefa fácil, por isso não se deve dispensar ajuda de profissionais especializados, quando necessário. Na verdade, só fazemos por muito tempo aquilo que nos dá prazer. É possível alcançar através da alimentação saudável os prazeres que um corpo mais magro, com mais saúde e energia pode proporcionar.

Reduzir gordura: qual suplemento usar?



Quais suplementos utilizar para reduzir a gordura corporal?

Quando falamos em suplementos utilizados em dietas com o objetivo de reduzir a gordura corporal, imediatamente nos vem à mente o ácido linoleico conjugado (CLA), diversos fitoterápicos (Koubo, pholiamagra, pholianegra, citrus aurantium, etc), termogênicos (à base de cafeína e demais estimulantes), L-carnitina, dentre outros utilizados para acelerar o metabolismo ou otimizar a utilização da gordura corporal como fonte de energia.


Só que neste artigo quero focar a discussão em alguns suplementos, muito importantes na “queima de gordura corporal”, mas que possuem atuação indireta no processo. Normalmente, esses produtos são usados apenas nas fases cujo objetivo é a hipertrofia muscular.

Primeiro, vamos esclarecer algo básico, mas que eu tenho grande dificuldade de explicar para meus/minhas pacientes com sobrepeso:

Perder peso na balança não é igual a perder gordura corporal!

Independentemente de quanto seja o grau do sobrepeso ou da obesidade, devemos cuidar para não perder massa muscular, pois a perda desse tecido – metabolicamente ativo – proporcionaria uma redução no metabolismo basal, tornando mais difícil a perda de gordura após algum tempo em restrição calórica.

Um bom resultado para redução da gordura corporal, sem sacrifício da massa magra, será obtido por meio de treinamento com pesos, associado à aerobiose e a uma dieta controlada. Muitas pessoas que estão acima do peso ainda têm receio de praticar musculação, pois imaginam que essa atividade não lhe trará tantos benefícios para redução de gordura corporal quanto os exercícios aeróbicos. Grande engano! A associação das duas atividades é simplesmente perfeita quando acompanhada de uma dieta correta.

Gosto do termo “dieta”, pois ele vem do grego e significa “estilo de vida”. E a meu ver, essa é a melhor definição para uma alimentação apropriada. Ainda mais nos dias de hoje, onde para mantermos uma alimentação correta, devemos ter um estilo de vida diferente da maioria das pessoas, dominadas pelo sedentarismo e alimentação desregrada.

Teoricamente, a base da dieta para se perder gordura é simples: carboidratos complexos distribuídos ao longo do dia de acordo com o gasto energético (exercícios), proteínas distribuídas em todas as refeições diárias, presença de gorduras mono e polinsaturadas (cerca 2/3 do consumo total de gorduras, que deve estar entre 20 e 30% da ingestão calórica diária) vitaminas e sais minerais na quantidade adequada, e, claro, hidratação.

Simples, não é mesmo?

Nem tanto! Se fosse simples, grande parte das pessoas não teria tamanha dificuldade nesse processo.

Controlando o carboidrato, dando preferência para sua ingestão logo ao acordar (nesse momento temos níveis de glicogênio reduzidos, sendo necessária a ingestão de carboidratos) e na refeição que antecede o treinamento (proporcionar melhor performance no treino), escolhendo fontes como: batata doce, mandioca, cará, inhame, pão integral, macarrão integral, arroz integral, aveia, quinua, amaranto, frutas com baixo índice glicêmico (maçã, pera, etc). Em horários que antecedem períodos com pequeno gasto energético, a ingestão de carboidratos deve ser controlada. Por exemplo: se você trabalha sentado em um escritório a tarde toda, aquele belo prato de arroz, feijão, batata e macarrão seria excessivo. Uma pequena quantia de arroz integral ou até mesmo, dependendo da situação, a abstenção total dos alimentos fonte de carboidratos, seria uma boa medida. Já o almoço de um trabalhador braçal deveria conter maiores quantidades desse nutriente.

Quanto às gorduras, também não é tão difícil. Castanhas, nozes, abacate, azeite de oliva extra virgem, salmão, semente de linhaça, dentre outras fontes, nos fornecem gorduras de boa qualidade. Vitaminas e sais minerais podem ser encontrados em uma grande variedade de legumes, verduras, cereais integrais, além de serem facilmente suplementados quando necessário, principalmente quando falamos de antioxidantes (vitamina C, vitamina E, bioflavonóides, etc).

A água, todos temos à vontade (pelo menos por enquanto), sendo que sua ingestão deve ser muito bem distribuída ao longo do dia. Estudos já comprovaram que pessoas que bebem mais água entre as refeições possuem maior controle sobre o apetite, apresentando maior redução no peso corporal.

Agora chegamos ao real objetivo do artigo. Proteínas! Como disse acima, o ideal seria a presença de proteínas em todas as refeições diárias. Se duvidam, observem como fica o físico de quem “emagrece” fazendo uma dieta à base de frutas, bolachinha com geleia diet, barrinhas de cereais e outros alimentos pobres em calorias, mas igualmente pobres em proteínas. Esses tipos de “regimes” consideram basicamente que a ingestão calórica deve ser menor do que o gasto energético, mas não consideram diversos outros fatores fundamentais no processo. O indivíduo até consegue perder peso, mas com a perda de massa muscular, ganha outro problema: flacidez!

Infelizmente, temos poucos alimentos disponíveis com uma boa quantidade de proteínas de alto valor biológico. Dentre eles podemos citar: aves, carne bovina magra, peixes, ovos (principalmente claras, devido ao alto teor de gordura da gema), alguns tipos de queijo (cottage especialmente), iogurtes (preferencialmente o natural desnatado) e leites (versões com teores reduzidos de gordura e lactose para quem apresentar intolerância a esse dissacarídeo). Nos 120 países onde é cultura utilizar insetos na alimentação, acaba-se tendo uma variedade maior de opções protéicas, mas não é o caso do Brasil.

Portanto, para adequar um café da manhã, um almoço e um jantar, realmente não é tão difícil, mas e as opções intermediárias?

Algumas pessoas mais determinadas não teriam qualquer tipo de problema em levar claras de ovos, peito de frango ou algum outro alimento proteico para o trabalho ou escola. Só que além de determinação seriam necessárias condições especiais para conservação.

Você se encaixa no grupo de pessoas que não conseguem utilizar esses alimentos nas refeições intermediárias?

Então use suplementos proteicos!

A indústria da suplementação alimentar vem evoluindo cada dia mais. Hoje são várias as opções de suplementos proteicos com sabores agradáveis e formas de apresentação bem práticas.

Recomendaria nesses momentos alguma proteína com absorção mais lenta, como a caseína e os mix proteicos (albumina, whey protein, caseína, proteína isolada de soja). Produtos na forma de géis e líquidos (“prontos para beber”) também vêm crescendo no mercado! As barras proteicas também são boas opções, mas fique sempre atento às quantidades de carboidratos e de lipídios. Cada marca possui um valor nutricional diferente. Saiba escolher a sua!

Pronto! Resolvemos o impasse da ingestão proteica ao longo do dia, além de ajustar os demais nutrientes!

E agora? Acabou?

Ainda não! Temos a possibilidade de com alguns suplementos “proteger” a massa muscular do catabolismo, usando-os antes e após o treinamento. Neste período, quando o objetivo é a redução da gordura corporal, temos tido grande sucesso utilizando whey protein hidrolisada (proteína de ultra-rápida absorção) antes dos treinos e um shake contendo whey protein isolada (proteína de rápida absorção), caseína micellar e waxy maize (carboidrato de rápida absorção). Esse “blend” poderia ainda ser enriquecido por mais alguns produtos interessantes.

Seguem as dicas a seguir:

Uso antes e após o treinamento:

BCAAS:aminoácidos de cadeia ramificada com grande efeito anti-cabólico, visto que são usados como fonte de energia durante o exercício (lembre-se que a reserva de aminoácidos é nossa massa muscular). Sua ingestão pode variar entre 1 a 5 gramas, antes e depois do exercício, chegando até mesmo a 10 gramas para atletas de bodybuilding. Em algumas situações o uso de BCAAS durante o exercício também se apresenta interessante.

GLUTAMINA:aminoácido mais abundante do plasma sanguíneo. Também apresenta ótimo efeito anti-catabólico, além de auxiliar na manutenção da integridade do sistema imune (normalmente debilitado em dietas hipocalóricas associadas ao treinamento intenso). Sua ingestão pode variar entre 5 e 15 gramas antes e depois do exercício.

ARGININA:especialmente na forma AKG (alpha-keto-glutarato) este aminoácido proporciona maior síntese de óxido nítrico no organismo, auxiliando no aumento do fluxo sanguíneo por um efeito vasodilatador, melhorando a captação de nutrientes pelos músculos alvo (exercitados no dia). A dose recomendada varia entre 3 e 6 gramas antes do exercício.

CREATINA: Principal fonte energética em atividades de alta intensidade e curta duração (treinamento com pesos, por exemplo). Durante muito tempo esse suplemento foi associado apenas a períodos de ganho de massa muscular. Hoje sabemos da sua eficácia também no período de redução da gordura corporal, sendo muito importante para a manutenção de um treinamento intenso, mesmo quando se reduz a ingestão calórica. A creatina associada a uma dieta adequada em carboidratos não proporcionará retenção hídrica indesejada. Recomenda-se entre 3 e 5 gramas diários (sempre administrada com carboidratos).

Dependendo do nível de treinamento, poderiam ser incluídos outros suplementos, também com propriedades anti-catabólicas. Mas para isso seria necessário uma avaliação individualizada.

Existem regras? Receitas de bolo? Claro que não. Tudo o que foi discutido acima são apenas algumas “ferramentas” que dispomos. Cabe ao profissional saber trabalhar com cada uma delas, no momento exato e nas quantidades adequadas. Qualquer erro na associação entre dieta e treinamento acarretará em perda de massa muscular e/ou falha na perda de gordura corporal.

Normalmente, utilizo com sucesso essas técnicas desde atletas de alto nível até pessoas comuns, incluindo obesos. A questão é adequá-las de acordo com as necessidades individuais. Um exemplo é o paciente Renato Chocair. Ele, acompanhado por mim e pelo treinador Valter Pedro, em apenas quatro meses, mudou de vida. Reduziu 23 kg de sua massa corporal, mas, muito mais que isso: conquistou um físico considerado perfeito para os padrões atuais! Por isso, eu sempre preconizo o trabalho em equipe. A determinação do paciente, o acompanhamento nutricional e o treinamento personalizado são a fórmula do sucesso!

Sal não faz mal aos cabelos

Sal não faz mal aos cabelos
A campanha contra o uso de sal nos produtos para cabelos cresceu muito de uns anos para cá. No entanto, estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concluíram que essa substância não causa malefícios aos cabelos.

Embora o cloreto de sódio (substância contida no sal) seja utilizado para realizar a limpeza e aumentar a viscosidade dos fios, as campanhas publicitárias contra o seu uso foram enormes, o que incentivou as empresas a investirem no desenvolvimento de produtos sem sal. Essa comoção causou polêmica entre os especialistas da área, o que levou os pesquisadores a fazerem uma série de estudos sobre o uso do ativo nas fórmulas de produtos capilares.

De acordo com o cosmetólogo, Maurício Pupo, foram realizados dois testes: o primeiro foi feito para ver se o uso de shampoo com sal torna o cabelo mais difícil de ser penteado em comparação com cabelos tratados com shampoo sem sal, enquanto o segundo teste avaliou atributos como brilho, maciez, flexibilidade, dentre outros.

"Três tipos de cabelos foram penteados para comparar a resistência ao pentear, mas não foram observadas diferenças entre os cabelos lavados com shampoo comum e os com shampoo sem sal. Um detalhe importante é que os testes foram feitos em cabelos virgens, descoloridos e quimicamente tratados que, em geral, são cabelos mais danificados e vulneráveis", explica Pupo.

Na segunda etapa foram selecionadas três voluntárias com cabelos longos e quimicamente alisados. Durante os testes os cabelos foram repartidos ao meio e cada lado foi tratado com um tipo de shampoo, sem sal ou com sal. Após a utilização do shampoo, foi aplicado condicionador e em seguida, os cabelos foram secos e escovados. Após o processo, as juradas analisaram os seguintes atributos: facilidade de desembaraçar, facilidade para pentear, facilidade de deslizamento, flexibilidade, estática, maciez, volume e brilho. Com as notas obtidas, foi calculada a pontuação média de todos os quesitos e, novamente, comprovou-se que não houve diferença considerável entre os shampoos.

"Nos resultados obtidos nas duas pesquisas, não há nenhuma comprovação de qualquer efeito prejudicial do shampoo com sal sobre os cabelos. Portanto, o sal está completamente inocentado das injustas acusações que vem recebendo nos últimos anos", afirma o cosmetólogo.